Trabalho em altura no Brasil: prevenções, normas e soluções

O trabalho em altura está presente em atividades muito diferentes entre si: construção civil, manutenção industrial, instalação elétrica, limpeza de fachadas, montagem de estruturas, organização de estoques, pintura, inspeções e reparos prediais, reparos na indústria naval. Embora cada operação tenha particularidades, todas exigem planejamento, profissionais capacitados e equipamentos compatíveis com o ambiente.
No Brasil, a NR-35 considera trabalho em altura toda atividade executada com diferença de nível superior a 2 metros do nível inferior, desde que exista risco de queda. A norma estabelece requisitos para o planejamento, a organização e a execução dessas tarefas, com o objetivo de preservar a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos.
Se quer entender tudo sobre trabalho em altura, vamos explicar quais são as principais normas e soluções para esse mercado, como prevenir acidentes e como tomar medidas para deixar o canteiro de obras mais seguro. Confira!
Quais são os fatores de risco no trabalho em altura?
Os riscos no trabalho em altura não se resumem ao equipamento utilizado para acessar ou executar uma tarefa.
Eles estão ligados, principalmente, às condições do ambiente, à forma como o serviço é planejado, à organização da equipe e à capacidade de cada trabalhador de atuar com atenção e segurança em uma situação de exposição.
Toda a preocupação em relação à segurança do ambiente é necessária em diferentes setores, como construção civil, indústria, manutenção predial, energia, logística, montagem de estruturas e ambiente da construção naval.
Em 2024, o Brasil registrou 724.228 acidentes de trabalho, e a construção civil esteve entre os setores apontados pelo Ministério do Trabalho e Emprego como mais vulneráveis a ocorrências e afastamentos.
O principal risco é, naturalmente, a queda com diferença de nível. Ela pode acontecer em coberturas, telhados, fachadas, lajes, andaimes, escadas, passarelas, estruturas metálicas, torres, mezaninos e outros locais elevados.
Entretanto, uma queda raramente decorre de um único motivo. Em geral, ela é resultado da combinação entre falhas de planejamento, ambiente inadequado, ausência de proteção, improvisos e condições humanas que reduzem a atenção ou o equilíbrio.
Conheça as principais normas de segurança para trabalhar em altura
As Normas Regulamentadoras são disposições complementares à legislação trabalhista brasileira e definem obrigações, direitos e medidas de prevenção para empresas e trabalhadores.
No trabalho em altura, algumas NRs se relacionam de forma direta com a operação de plataformas elevatórias.
- NR-35: a NR-35 é a principal referência para atividades com risco de queda. Ela determina que todo trabalho em altura deve ser planejado, organizado e realizado sob supervisão. A norma estabelece uma hierarquia de prevenção: primeiro, deve-se avaliar se é possível evitar o trabalho em altura; depois, buscar eliminar o risco de queda; e, quando isso não for possível, adotar medidas para reduzir as consequências de eventuais problemas;
- NR-18: no caso da construção civil, a NR-18 traz disposições específicas para as plataformas elevatórias móveis de trabalho. A norma determina que as PEMTs atendam às normas técnicas nacionais vigentes e às especificações do fabricante quanto à aplicação, operação, manutenção e inspeções periódicas. A NR-18 também indica que a plataforma deve contar com itens como dispositivos de nivelamento, proteção contra quedas, parada de emergência, sistema que permita baixar a plataforma em caso de pane, sinalização sonora durante a movimentação, proteção contra choque elétrico e horímetro;
- NR-6: a Norma Regulamentadora nº 6 é responsável por regulamentar o uso dos Equipamentos de Proteção Individual. Ela exige que a empresa forneça EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, além de orientar e treinar o trabalhador quanto ao uso correto. Os EPIs utilizados precisam ter Certificado de Aprovação válido
Como garantir um trabalho em altura seguro?
Para garantir um trabalho em altura seguro, é importante adotar medidas de prevenção antes, durante e após a atividade.
Embora muita gente ainda associe a prática com escadas e andaimes, o uso de plataformas elevatórias tende a ser mais seguro. Veja os principais cuidados:
- Analise a atividade antes de escolher o equipamento: a empresa precisa avaliar a altura de trabalho, a necessidade de alcance horizontal, os obstáculos no percurso, as condições do piso, o ambiente de operação, a carga transportada e o número de pessoas envolvidas;
- Considere sempre as limitações do fabricante: cada modelo possui especificações próprias de altura, capacidade de carga, inclinação permitida, velocidade do vento e condições de operação. Essas informações devem orientar a escolha e o uso do equipamento;
- Prepare e inspecione a área de trabalho: antes da utilização, é necessário avaliar a resistência e o nivelamento do solo, além de identificar declives, buracos, estruturas suspensas, redes elétricas, circulação de veículos, presença de pedestres e outras frentes de trabalho;
- Isole e sinalize o entorno da operação: a sinalização ajuda a impedir a aproximação de pessoas não envolvidas no serviço, o que reduz a exposição a riscos como queda de materiais e movimentação do equipamento;
- Garanta que o operador esteja capacitado: o operador deve receber capacitação do empregador para utilizar a PEMT e conhecer o modelo específico que será operado. A NR-18 determina que cabe ao profissional previamente capacitado realizar a inspeção diária do local de trabalho;
- Respeite a capacidade de carga da plataforma: a soma do peso dos ocupantes, ferramentas, materiais e acessórios não pode ultrapassar o limite definido pelo fabricante. Também não devem ser transportados itens sem relação com a atividade executada;
- Evite improvisos para alcançar maior altura: a NR-18 proíbe o uso de escadas, pranchas ou dispositivos similares sobre a plataforma. Essa prática pode comprometer a estabilidade e expor os trabalhadores a quedas;
- Respeite as condições climáticas e ambientais: ventos intensos, chuva, baixa visibilidade e proximidade de redes elétricas podem tornar a atividade perigosa. A operação deve ser interrompida sempre que as condições ultrapassarem os limites definidos pelo fabricante ou previstos na análise de risco;
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A escolha da plataforma elevatória adequada pode tornar a operação mais segura, organizada e eficiente.
Por isso, é importante contar com uma empresa que ofereça equipamentos compatíveis com diferentes desafios de trabalho em altura, além de suporte técnico para escolher a PEMT adequada para o serviço..
A Mills conta com plataformas elevatórias do tipo tesoura, articuladas e telescópicas para aplicações como manutenção industrial, reparos prediais, limpeza de fachadas, obras de infraestrutura, montagem de estruturas e atividades em galpões.
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