Quando o balanço sucessivo é a melhor opção?

O balanço sucessivo é uma técnica da engenharia utilizada para construção de grandes estruturas de concreto, como pontes e viadutos, por exemplo, onde é impossível ou inviável apoiar escoramentos no chão.
Saber quando e como usar o balanço sucessivo é uma decisão que afeta a segurança e a viabilidade de uma obra, afinal, nem toda ponte precisa dessa técnica. Saber o timing certo para utilizar esse método pode evitar que a obra se torne desnecessariamente cara ou impossível.
Quer saber quando e como utilizar o método do balanço sucessivo? Vamos explicar tudo o que precisa saber a seguir. Confira!
O que é um balanço sucessivo e como ele funciona?
O método do balanço sucessivo é um sistema especial que funciona por segmentos, chamados de aduelas. Enquanto a estrutura da obra avança a partir da aduela de disparo, o sistema avança para os lados simultaneamente. É como se ele transformasse a ponte (que está sendo construída) no seu próprio suporte durante todas as fases.
No geral, funciona assim:
- O pilar é construído e, a partir dele, cria-se um trecho inicial de concreto, que é chamado de aduela de disparo;
- Em cima dessa aduela, montam-se os carros de avanços, que são estruturas de metal móveis que ficam penduradas nas extremidades;
- O carro de avanço fica responsável por sustentar as fôrmas no vazio. O aço é montado e o concreto é lançado dentro dessa forma a fim de criar um novo segmento da ponte;
- Quando o concreto atinge a resistência necessária, cabos de aço são passados por dentro da estrutura e esticados em macacos hidráulicos. Isso traz compressão para o novo bloco contra o anterior, o que impede que as estruturas cedam;
- Nas últimas etapas da construção, o carro de avanço é destravado, começa a deslizar sobre trilhos até a ponta desse novo segmento e o processo se repete;
- Para cada bloco feito de um lado, outro bloco igual é feito do outro. Isso serve para manter os pilares em equilíbrio e estáveis, evitando esforços de torção excessivos na base;
- O processo segue sendo o mesmo até que as pontas que partem de pilares diferentes se aproximem. O trecho final, que chamamos de aduela de fechamento, une ambas as partes, transformando-as em uma estrutura única e contínua.
Quando um balanço sucessivo pode ser interessante para a minha obra?
O balanço sucessivo começa a ser interessante para a sua obra quando você encontra três grandes desafios: obstáculos no solo, alturas elevadas ou vãos muito longos. Veja alguns cenários que podem requerer o investimento nesse sistema:
- Quando o chão é o problema: se a sua obra precisar passar por cima de algo que você não pode tocar ou interromper, será necessário contar com o apoio do balanço sucessivo. Obras em rios ou canais navegáveis, rodovias ou ferrovias e áreas de preservação ambiental são exemplos de projetos que precisam do sistema;
- Quando o custo do escoramento convencional é inviável: em pontes com altura acima de 20 ou 30 metros , montar estruturas com escoramento de aço do chão até o tabuleiro sai muito caro e demora muito. Com o balanço sucessivo, você elimina 90% dos sistemas convencionais, uma vez que a estrutura se apoia em si mesma;
- Quando o vão entre os pilares é grande: para vãos entre 60 e 200 metros, alguns métodos como vigas pré-moldadas tornam-se inviáveis devido ao peso e à dificuldade de transporte. O balanço sucessivo vence essas distâncias e molda a ponte no local, pedaço por pedaço;
- Quando você busca velocidade por repetição: depois que a equipe aprende a montar a primeira aduela e começam a operar o carro de avanço, todo o processo vira um ciclo industrial: posiciona o carro, arma o aço e concreta, estica os cabos e move o carro para a frente. Esse ciclo repetitivo reduz erros e acelera o cronograma após as primeiras etapas.
Por que é importante contar com um balanço sucessivo?
O balanço sucessivo é um dos métodos mais utilizados para resolver desafios logísticos e estruturais de uma obra de grande porte.
Existem alguns aspectos que justificam a importância desse sistema, como a independência total do terreno, a continuidade das atividades, a otimização de recursos e materiais, a segurança operacional e a precisão da engenharia.
Para começar, a maior importância é permitir que a obra aconteça sem que você precise preparar o terreno abaixo da ponte. Quando o solo é instável, o vale é profundo ou há água, essa liberdade é muito necessária. Você elimina o custo e o tempo de terraplanagem ou fundações provisórias para escoramento.
No fim das contas, esse sistema especial viabiliza o projeto, mesmo que ele seja complexo ou caro por conta dos obstáculos geográficos.
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