Como evitar a depreciação de máquinas e equipamentos?

A depreciação de máquinas e equipamentos é um tema necessário na gestão financeira de empresas que dependem de ativos físicos para operar.
Embora seja um conceito contábil previsto em normas brasileiras e internacionais, seus efeitos vão muito além dos registros no balanço patrimonial. Quando mal administrada, a depreciação compromete o caixa, reduz a competitividade e dificulta decisões, como expansão, renovação de frota ou investimento em novas tecnologias.
Neste artigo, você vai entender quando a depreciação de máquinas e equipamentos se torna um problema real, quais impactos ela gera no negócio e como a locação pode ser uma alternativa financeiramente mais vantajosa. Confira!
Quando a depreciação de máquinas e equipamentos começa a ser um problema?
A depreciação representa a perda de valor de um bem ao longo do tempo, causada pelo uso, desgaste natural, obsolescência tecnológica ou ação do tempo. No Brasil, as taxas de depreciação são regulamentadas pela Receita Federal, por meio da Instrução Normativa SRF nº 162/1998, que estabelece a vida útil econômica dos bens.
O problema começa quando a empresa adquire máquinas e equipamentos sem considerar três fatores principais:
- Uso real x vida útil contábil: um equipamento pode ter vida útil contábil de 10 anos, mas, na prática, tornar-se obsoleto em 5 anos devido à evolução tecnológica ou mudanças no mercado;
- Baixa taxa de utilização: máquinas paradas também se depreciam. Mesmo sem uso intenso, o valor contábil continua sendo reduzido ano após ano;
- Impacto no fluxo de caixa: a compra exige um investimento alto, imobiliza capital e reduz a capacidade financeira da empresa para outras áreas.
A depreciação de máquinas e equipamentos passa a ser um problema quando o custo total de propriedade (aquisição, manutenção, impostos, seguro e perda de valor) supera o benefício econômico gerado pelo equipamento.
Quais são os impactos da depreciação de máquinas e equipamentos?
Os impactos da depreciação de máquinas e equipamentos podem ser vistos em diferentes áreas da empresa, não apenas na contabilidade, pois o valor contábil do equipamento não reflete o valor real de mercado que é impactado pela intensidade do uso.
- Redução do valor patrimonial: com o passar do tempo, o ativo perde valor no balanço. Isso afeta indicadores financeiros, como patrimônio líquido e capacidade de endividamento;
- Custos de manutenção: equipamentos mais antigos tendem a exigir mais reparos, o que aumenta os gastos operacionais e eleva o risco de paradas não programadas, consequentemente;
- Perda de competitividade: máquinas defasadas consomem mais energia, produzem menos e podem não atender a novas exigências técnicas ou de segurança;
- Dificuldade de revenda: no final da vida útil, o valor residual costuma ser baixo. Pode ocorrer do valor de mercado ser inferior ao residual contábil gerando uma perda na contabilidade da empresa. Em muitos casos, a venda não compensa o investimento feito anos antes.
Do ponto de vista contábil, a depreciação é registrada como despesa, reduzindo o lucro tributável. Porém, isso não significa que ela seja financeiramente vantajosa. Trata-se apenas de um reconhecimento da perda de valor, não de uma recuperação efetiva do capital investido.
Como fugir da depreciação de máquinas e equipamentos?
Uma das formas mais eficientes de evitar os efeitos negativos da depreciação de máquinas e equipamentos é a locação. Nesse modelo, a empresa deixa de imobilizar capital e transfere o risco da perda de valor do bem para o fornecedor. Para entender melhor, vamos falar de números:
Imagine a aquisição de uma máquina por R$ 500.000, com vida útil contábil de 10 anos, conforme a Receita Federal.
- Valor de aquisição: R$ 500.000
- Vida útil: 10 anos
- Depreciação anual (linear):
R$ 500.000 ÷ 10 = R$ 50.000 por ano
Após 5 anos:
- Depreciação acumulada: R$ 250.000
- Valor contábil do bem: R$ 250.000
É preciso considerar os custos adicionais, que inclui:
- Manutenção
- Seguro
- Armazenagem
- Impostos sobre o bem
Mesmo que a máquina seja pouco utilizada, a depreciação continua sendo registrada.
Agora, vamos considerar a locação dessa mesma máquina por R$ 20.000 mensais.
Custo anual de locação: R$ 20.000 × 12 = R$ 240.000
Neste caso:
- Não há imobilização de R$ 500.000
- Não existe depreciação no balanço
- A despesa é totalmente operacional
- A manutenção, em geral, está incluída no contrato
Sem contar que, ao final do contrato, é possível trocar o equipamento por um modelo mais moderno, sem se preocupar com revenda ou perda de valor residual.
** Os cálculos de depreciação apresentados neste conteúdo foram elaborados com base em critérios legais e contábeis oficialmente adotados no Brasil. A vida útil considerada segue a Instrução Normativa SRF nº 162/1998, da Receita Federal, que estabelece, para máquinas e equipamentos, o prazo padrão de 10 anos, com taxa anual de 10%. Do ponto de vista contábil, o cálculo está alinhado ao CPC 27 (Ativo Imobilizado), norma brasileira convergente à IAS 16, que orienta o reconhecimento e a mensuração da depreciação. O método aplicado foi o da depreciação linear, no qual o valor do bem é distribuído de forma uniforme ao longo de sua vida útil, por ser o modelo mais utilizado e aceito tanto para fins fiscais quanto contábeis.
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